PESAR
Eu era
apenas uma luz opaca no fim do corredor sombrio.
Escalador de
memórias tristes e nada mais.
Eu viajei
escondido nos sonhos de quem não me sentia.
Moribundo,
déspota de meus próprios sentimentos.
Eu queria
saber de onde vinham os sorrisos falsos.
Mas me
esqueci de esconder os que trazia guardado comigo.
Eu desejei a
morte a cada dia de imensa claridade.
Mas
adormecia sempre na calçada, esquecido pela noite.
Eu fugi de
medo dos olhares que me apontavam os erros.
Mas
enfrentei os piores dias ao lado da agonia dos sentidos.
Eu
vislumbrei o infinito no fim da própria existência
Mas
deparei-me com o vazio imenso da escuridão das almas.
E o vazio me
encontrou sozinho,
E eu não
podia mais correr fugindo de mim mesmo.
E agora as
cinzas me cobriram o corpo inteiro,
E escondido
eu observo os astros que caem no vácuo.
E sempre que
passas eu me oculto,
E agora não
resta mais nada de quem um dia eu fui.
Então eu
esperei o fim da estrada,
Mas tudo o
que encontrei foram mais pegadas rumo ao nada.
Por: Franco Neto.
Formado em História pela UESPI e Pós Graduado em Estado, Movimentos Sociais e Cultura.
Professor de História do Município de Teresina - Piauí.
Professor de História do Município de Teresina - Piauí.

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