VERTIGEM
Meus olhos vermelhos denunciam minhas loucuras nesta manhã cinza.
Debruçado sobre meus erros eu já não sei mais quem sou e nem onde estou.
Da vida o que já vi parece pouco e vivo sempre andando, perdido feito um louco.
Então é hora de sair do telhado e abrir todas as janelas.
Deixar a brisa varrer a poeira dos móveis e dilatar minhas narinas obstruídas pela ânsia de minha última madrugada de quimeras.
Que o fogo me devore... em suaves sensações entorpecentes.
Que me queime por inteiro, até que restem apenas cinzas no braseiro.
E os pesadelos já não causam tanta dor.
E minhas horas não serão mais tão frias.
Os teus beijos já não sangram minha alma.
Já não tenho as mãos mais tão vazias.
Por: Franco Neto.
Formado em História pela UESPI e Pós Graduado em Estado, Movimentos Sociais e Cultura.
Professor de História do Município de Teresina - Piauí.


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