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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014


Sou mesmo um sujeito estranho
Amante das noites insones
Devorador de madrugadas esquecidas

Andando sobre corpos frios estirados na praia
Cavalgando na escuridão de cantos ocultos
Aprisionando meus sorrisos que machucam a pele

Nada escrevo em meu testamento
Apenas atesto minha loucura todos os dias
Me escondo da luz do sol e dos olhares duvidosos

Dedos em riste apontam os pecados
Pois sou eu quem corre com medo
Sou eu quem desafia a escuridão da alma

Sou eu quem procura os perigos
Sou eu quem sufoca o teu nome

Mas as noites aqui são tão frias!
Roubam de mim os melhores momentos
Então me esqueço das dores
Entrego-me covardemente à morte que chega sem avisar!


(01/06/2012)


Por: Franco Neto.
Formado em História pela UESPI e Pós Graduado em Estado, Movimentos Sociais e Cultura.
Professor de História do Município de Teresina - Piauí.

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